domingo, 18 de mayo de 2014

Um Segundinho.

Hoje és simplemente parte do desengano, de como seguimos mirando pola ventá. Quietinhos. E de quando em vez párte-se-nos o peito e damos um passo adiante. E caminhamos. Longo tempo buscamos a maneira de inspirar-nos. Comezamos a tecer a nossa propria vida e tudo muda. Perde a cor grisácea e ilumína-se cada segundo. Deixamos de frear todo aquilo que vinhamos desexando longo tempo atrais... Isto nom é um puto telegrama.

Punto

 e

seguido.

A beleza que miro em cada um desses segundos nom se esgota, nem se esgotará.

Essa é a minha liberdade.


A minha revoluçom cresce no caminho e segue a caminhar. 

As que doen

De canto te quero mirar e canto te miro
E de cando en cando reviro a retina,
Para observarte.
E xa tentei
Estourar-te
Estourar-me
estourar-nos.

Sigo sen comprender as fechaduras
E as chaves de cada momento
Sen tentar entrar, ou saír,
Quero movimento.

E a veces quero agardar.

Polas fantasías que acaban
Doendo.
Fondo.


Ou non…